quarta-feira, 4 de julho de 2007

TRABALHANDO O GIBI NA SALA DE AULA

GIBIS NA SALA DE AULA

Ao contrário do que muitos pensam, não existem histórias em quadrinhos apenas infantis. Compreender os tipos de HQs e seus gêneros é essencial para a boa utilização desse recurso na sala de aula. Lembre-se: escolha os gibis de acordo com o público-alvo.

Alguns tipos de histórias em quadrinhos

Infantis - inclui revistas como Turma da Mônica e Zé Carioca. São as mais conhecidas e fáceis de achar. A garotada começa a ler esse tipo de história até mesmo antes de se alfabetizar, pela facilidade de leitura visual. O interesse por esse tipo de história costuma decair a partir dos onze anos.

Supes-Heróis - São voltadas para adolescentes, na sua maioria do sexo masculino. Inclui revistas como Batman e Homem-Aranha.

Mangás - São histórias em quadrinhos japonesas. Freqüentemente publicadas em preto e branco e com apoio da divulgação proporcionada pelos desenhos animados, essas histórias têm conquistado cada vez mais adeptos entre os adolescentes brasileiros. Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball são exemplos.

Quadrinhos Adultos - não devem ser confundidas com histórias eróticas. São voltadas para um público mais intelectualizado e se destacam pela qualidade do texto e dos desenhos. Maus e Persépolis são exemplos desse tipo de gibi.

Eróticos - São histórias relacionadas a sexo, geralmente feitas com baixas tiragens e sem continuidade. Durante algum tempo, esse foi um mercado de trabalho importante para os quadrinistas nacionais, já que não havia concorrência do material importado e alguma das melhores HQs brasileiras foram produzidas nesse gênero. Hoje, com a proliferação dos mangás eróticos (hentai), esse gênero deixou de ser um reduto nacional.

Sugestões de atividades

Para aulas de Português - No livro Como usar histórias em quadrinhos na sala de aula, Paulo Ramos sugere trabalhar a questão da linguagem nos quadrinhos. Histórias em quadrinhos do Chico Bento podem ser usadas, por exemplo, para trabalhar as funções e níveis da linguagem.

Para aulas de Educação Artística - O professor pode incentivar os alunos a analisar a linguagem dos quadrinhos (balões, quadros, onomatopéias) e a brincar com ela, realizando suas próprias histórias. A metalinguagem que pode ser percebida, por exemplo, nas histórias em que o Cascão sobe no balão para fugir da água, pode dar origem a discussões ou à produção de histórias que utilizem esses recursos.

Para aulas de Matemática - Os alunos podem ser incentivados a criar histórias com personagens baseados em operações matemáticas ou que se envolvam em tramas cuja solução envolva problemas matemáticos.

Para aulas de História e Geografia - Alguns dos melhores desenhistas de quadrinhos da atualidade são brasileiros. É o caso de Marcelo Campos, Deodato Filho, Bené Nascimento, entre outros. Mas, como o mercado norte-americano tem preconceito com relação aos artistas latino-americanos, a maioria deles mudou de nome. Assim, Marcelo Campos virou Marc Campos, Deodato Filho virou Mike Deodato Jr, Bené Nascimento virou Joe Bennett. O mais paradoxal é que muitos brasileiros que lêem histórias de seus personagens prediletos (Deodato desenha o Hulk, Bené ilustra Elektra, mas já foi o responsável pelo Homem-Aranha) não sabe que está lendo uma história feita por brasileiros. É possível discutir essa situação em aulas de história ou geografia. Uma sugestão seria comprar revistas feitas por esses artistas, dar para a turma ler e, a partir da percepção de que são brasileiros com nomes americanizados, discutir temas como identidade cultural, preconceito cultural, a relação entre os países ricos e países pobres, imperialismo e outros. Também é possível discutir porque esses artistas só conseguem publicar nas grandes editoras nacionais depois de terem seu trabalho publicado nos EUA.

Para aulas de Ciência - A primeira coisa que o professor de ciência deve se lembrar é que os gibis não são um bom veículo para transmitir informações científicas. As histórias criadas com esse propósito acabam sendo chatas e desatualizadas. Isto ocorre por duas razões: a primeira delas é que as HQs são feitas com o objetivo de divertir, entreter, portanto o roteirista não se prende ao conhecimento científico atual. A segunda é que os longos prazos de produção de uma revista (de seis meses a um ano) geralmente fazem com que as informações estejam defasadas quando publicadas. Entretanto, as HQs são ótimos veículos de divulgação de paradigmas científicos, de visões de mundo. Foram as histórias em quadrinhos, por exemplo, que ajudaram muitas pessoas a entender o modelo atômico e a teoria da evolução. Foram os gibis dos super-heróis X-Men que tornaram popular o conceito de mutação e podem ser usados para iniciar uma aula sobre Darwin. Por outro lado, muitas histórias em quadrinhos anteciparam descobertas científicas, como Flash Gordon e a corrida espacial, Dick Tracy e o telefone celular e o Quarteto Fantástico e a realidade virtual. Além disto, há histórias em quadrinhos que não só divulgam paradigmas, como discutem o papel da ciência na sociedade atual e a responsabilidade do cientista. Bons exemplos são Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, e Homem-Animal, de Grant Morrison e Chas Trough. O professor pode levar histórias em quadrinhos para aulas de ciências e levar os alunos a discutir as teorias científicas que estão por trás dos roteiros. Também é valido debater como algumas histórias, especialmente de super-heróis, contradizem o conhecimento que se tem sobre determinado assunto. O fato do Super-Homem voar, por exemplo, pode ser usado para inserir a discussão sobre a Teoria da Gravitação Universal, de Newton.

Trabalho transdisciplinar - Esse trabalho pode envolver professores de diversas disciplinas, entre elas história, geografia, português e educação artística. Os alunos seriam incentivados a pesquisar sobre o bairro no qual está instalada a escola. Através de pesquisa bibliográfica e entrevistas com moradores, cada grupo recolheria material para produção de uma história em quadrinhos. No final, todas essas histórias podem ser reunidas em um fanzine. O fanzine é uma revista artesanal, feita em fotocópias e com baixa tiragem. Outra opção é fazer uma exposição com o material produzido e convidar a comunidade para visitar.

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Educação em Cena

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DE OLHO NO VÍDEO

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Fábrica de Resenha

OS SIMPSONS - O FILME (2007)
Quarta-feira, retorno de mais um dia de trabalho!
"O que fazer?" Diria a minha mais nova antiga amiga Cida.
"Ah, já sei... Vamos assistir ao filme dos Simpsons?"
Fiquei um tanto quanto em choque, mas mantive a classe... É que não tinha a mínima noção de que ela tivesse uma atração pela família Simpsons. Nunca tinha ouvido ela comentar a respeito.

"Eh, eh...vamos, sim" - respondi, sem conotar nenhum tipo de ironia ou desconforto. Ela não percebeu.
A sala de cinema quase toda a nossa disposição...
Inicia-se, então, um dos representantes mais críticos do "modus operandi" do "american way life"...

Claro que é uma crítica muito lúcida e, talvez, muito atormentada do modo de viver e pensar americano.

"Os Simpsons - o filme" não diferem quase nada do que já estamos acostumados a acompanhar pela televisão: crítica cáustica ao próprio modo de vida americano, posturas mais do politicamente incorretas, exacerbação nada ufanista e escrachada, enfim, o verdadeiro rosto de muitos americanos que se sentem os donos do mundo, os donos do poder...

O humor atroz, vivaz, inteligente leva-nos a um misto de pensamento filosófico, psicológico, sociológico, antropológico... Principalmente, para nós, educadores que adoramos "teorizar" sobre o mundo!! As situações "cômicas" assumem vieses, muitas vezes, de profunda reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre costumes, hábitos e culturas.

No início, em plena igreja, o vovô Simpson é possuído por um espírito e faz premonições catastróficas. A cena do espírito incorporado é, no mínimo, intrigante, pois era quase visível a sobreposição de outras imagens que nos lembram grandes ritos de determinadas igrejas em nosso país. A alienação se coloca como eixo.

A catástrofe anunciada envolve o ataque cruel da humanidade sobre a natureza e, conseqüentemente, a sua vingança. Lisa Simpson, com seu tom politicamente correto, assume a defesa do meio-ambiente. As reações da população de Springfield ao trabalho de conscientização de Lisa em muito se assemelham a posição tomada pelo EUA, no protocolo de Kyoto: "tô nem aí, não tenho nada com isso".

E quem é que provoca o maior "desastre ambiental", em Springfield. Não poderia ser ninguém menos do que Homer!! Obviedade característica!

Não poderia faltar, óbvio, a figura do presidente americano. Mas, não pensem que é o Bush quem aparece. O "Presidente dos EUA" é retratado pelo "rascunho" de ator e "dublê" de governador, o Sr. A. Schwarnegger.

Assim, a cidade é isolada por uma redoma devido ao caos ambiental causado por Homer. A partir daí, o conflito se instaura. A família simpson se vê pressionada a fugir da cidade para o Alaska. E os fatos finais reservam doses certas de gargalhadas e alguma reflexão, se é que ainda é possível refletir sobre alguma coisa mais a esta altura da narrativa.

O que fica como resultado é que o filme convence, diverte e leva-nos a pensar...e muito! Bom filme! Vale a pena!

Ivan Amaro, em 05/09/2007







Portfólios Eletrônicos EEPP III 2011

Propósitos Gerais - EEPP 2

1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet, proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de evidenciar as suas aprendizagens diversas, múltiplas;

2. Evidenciar a integração entre teoria e prática no âmbito dos aspectos de organização da escola em ciclos, no ensino fundamental (princípios, práticas, projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação,organização curricular, organização do trabalho pedagógico);

3. Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 2;

4. Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. Sistematizar as produções para evidenciar os progressos de suas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas, ilustradas com situações do cotidiano escolar;

6. Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.

Propósitos Gerais - EEPP 4

1. 1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet,
proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e
práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de
evidenciar aprendizagens múltiplas;

2. 2- Proporcionar a integração entre teoria e prática no âmbito dos
aspectos de organização da escola do ensino fundamental (projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação, organização curricular);

3. 3- Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 4;

4. 4- Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. 5- Sistematizar as produções para evidenciar os progressos nas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas;

6. 6- Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.