quinta-feira, 25 de outubro de 2007

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: ABORDAGENS E CONTRIBUIÇÕES DOS AMBIENTES DIGITAIS E INTERATIVOS DE APRENDIZAGEM

Artigo interessante! Vale a pena dar uma olhadinha...Além deste, há outros artigos bastante relevantes para a discussão sobre Educação a Distância...

Aproveitem!!

Grande abraço.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Construir alternativas democráticas, justas e inclusivas para a avaliação da escola

Diante da matéria assinada por Carlos Giannazi abaixo, cabe-nos algumas reflexões sobre os processos e intenções que estão por trás das avaliações externas à escola.

Primeiro, é preciso concordar de que é necessário que estabeleçamos, sim, uma cultura da avaliação institucional no âmbito de nossas escolas. Entretanto, esta avaliação deve ser construída dentro do contexto da elaboração coletiva do Projeto Político Pedagógico e a partir da realidade na qual a escola se insere. Sua história, seus resultados alcançados nos últimos anos, seus percalços, suas dificuldades, suas experiências positivas, tudo isso deve como o conjunto de informações para que a própria escola trace, de forma mais fidedigna, o seu perfil e, assim, identifique seus maiores problemas para que possa definir metas e objetivos buscando a melhoria do serviço que oferece à população.


Outro aspecto a ser considerado é que os resultados das avaliações externas não podem ser compreendidos como fins em si mesmo, não podem ser analisados isoladamente e de forma descontextualizada. Devem, sim, ser confrontandos com as diversas variáveis que estão presentes no cotidiano de cada escola: as características da comunidade, as constantes carências de professor, as condições materiais insuficientes, as condições físicas precárias da escola, a falta de políticas públicas de qualidade e de estímulo para a formação continuada de seu quadro docente, os vergonhosos salários dos professores, a gestão da escola, o papel das diversas instâncias governamentais, equipamentos necessários, etc.


Um terceiro aspecto relevante em nossa reflexão relaciona-se à ampla apropriação irresponsável que grande parte da mídia vem fazendo ultimamente. O Correio Braziliense de ontem, domingo, traz no Caderno Brasil, o seguinte lead: "Bolsa família ajudou a retirar 8 milhões da miséria. Levantamento feito pelo Correio, no entanto, mostra que evasão escolar aumentou onde o programa é mais expressivo." Mesmo compreendendo que é preciso criar políticas de saída, não é possível continuarmos negando ao mais necessitados e excluídos o mínimo necessário para sobreviverem. Qual é a verdadeira intenção da reportagem? A quem interessa, efetivamente? É preciso que discutamos profundamente todos estes vieses.


Estamos acompanhando, também pela grande imprensa, que muitos sistemas estão aderindo a nefasta forma de excluir cada vez mais por meio da "compra" de professores, de alunos, das escolas, conforme apontado por Giannazi. Quinta-feira passada, dia 27/09, no "Bom Dia DF", da Rede Globo, a Secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro informou sobre os eixos do decreto assinado, recentemente, pelo prefeito César Maia, instituindo o pagamento de um determinado valor para o aluno que obtiver conceito “muito bom” anual. E, mais: o valor aumenta, chegando a aproximadamente R$ 4.000,00, caso o aluno consiga três resultados anuais consecutivos “muito bom”,

Em Brasília, ventila-se, com muita força, a idéia de que as escolas que apresentarem bons resultados no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) terão um valor, em dinheiro, a ser “rateado” entre seus professores.


Ora, não podemos deixar que usem resultados de uma
“prova” para estabelecer a lógica da meritocracia, da competitividade exacerbada e a explícita exclusão daquelas escolas que não apresentarem resultados tão “bons”. Por outro lado, não podemos nos posicionar de forma a boicotar estas avaliações. É fundamental que nos apropriemos do debate para construirmos uma sólida crítica ao rankeamento, à mercantilização da educação e à exclusão. Devemos todos, educadores, pais, alunos, funcionários das escolas e comunidade em geral, aprofundar a discussão acerca da função da avaliação institucional em prol do desenvolvimento da escola, do aluno, do professor, do gestor e da comunidade em geral. Por fim, não podemos ficar de braços cruzados, é fundamental que refutemos as idéias como estas que as cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília pretendem implantar. A resistência se faz com uma discussão profunda, calcada em reflexões teóricas e práticas, fundamentada em princípios coletivos e que proporcione a construção de alternativas de avaliação da escola que sejam justas, democráticas e inclusivas.

Ivan Amaro

Avaliação em Foco




São Paulo, segunda-feira, 01 de outubro de 2007

A farsa da avaliação de desempenho

CARLOS GIANNAZI


O governo precisa é valorizar o magistério, garantindo de fato evolução funcional e salário condizente com a importância do cargo

O ARTIGO publicado neste espaço no último dia 21 pelo secretário de Estado de Gestão Pública de São Paulo, Sidney Beraldo, anuncia a intenção do governador José Serra de implantar no funcionalismo público a alardeada avaliação e remuneração por desempenho, concebida por alguns governos como a grande panacéia que solucionará a crise que há muito vem prejudicando a população usuária dos serviços públicos e de seus servidores no Brasil.
Crise representada pela falta de investimento na valorização salarial e na formação continuada, nas precárias condições de trabalho, de infra-estrutura material e humana e, ainda, na constante tentativa de governantes e setores da elite econômica de eleger sempre os servidores públicos como o "bode expiatório" da falência do Estado e da crise fiscal.
O secretário, adepto e influenciado por uma visão empresarial, de mercado e neocolonial, tenta justificar a "nova" metodologia pelo receituário neoliberal, até querendo, equivocadamente, comparar a realidade brasileira com a de países anglo-saxões.
A cobaia da experimentação será a área da educação, em que os professores recebem salário-base médio de R$ 680 e trabalham em condições extremamente precárias, com superlotação de salas de aula, falta de material pedagógico e humano, excessivas e longas jornadas de trabalho, adoecimento, desgaste emocional e, somando a tudo isso, uma vertiginosa violência a massacrar todos no ambiente escolar que, por princípio, deveria ser o lugar da construção da civilidade.
As políticas salariais de bônus e gratificações adotadas nos últimos anos pelo próprio governo tucano não só fracassaram como também destruíram a carreira do magistério paulista, tendo como conseqüência o que revelou a última avaliação do MEC, classificando a rede estadual de São Paulo como uma das seis piores do Brasil.

Como exigir melhor desempenho dos professores em condições aviltantes de trabalho? Sabemos muito bem o que está por trás da proposta de remuneração por desempenho: não dar reajuste para os servidores, legitimar o desrespeito à data-base, que já venceu em 1º de março, fortalecer o controle e a punição e ainda culpar os professores pelo fracasso escolar.
O governo precisa é valorizar a carreira do magistério, garantindo de fato evolução funcional e salários condizentes com a importância do cargo, a fim de estimular os atuais professores e atrair outros que gostam e querem sobreviver da docência. Para tanto, perdoem-me o necessário trocadilho, é preciso ter decência.
Por isso, faz-se necessária, sim, uma avaliação, mas do desempenho deprimente e inócuo das políticas salariais adotadas para os servidores públicos, em especial os da rede estadual de ensino, já que serão eles as primeiras vítimas do experimento tecnocrático que trata os educadores como trabalhadores de uma empresa, de um banco e/ou aqueles que labutam por produção.
O trabalho com educação é absolutamente distinto e obedece a outra lógica, muito diferente da empresarial, fabril, de linha de montagem. Educação é um processo contínuo, permanente e interativo, no qual, além de conteúdos, são trabalhados valores éticos, habilidades, visão de mundo, competências, formação da cidadania crítica, respeito ao bem social comum, solidariedade humana etc. Isso não se mede ou se afere com estatísticas lineares, índices mercadológicos ou métodos da "qualidade total".
A sanha avaliativa -representada por avaliações externas, como Saresp, Prova Brasil, Saeb, Enem (o ex-Provão) e as novas Provinha Brasil, criada pelo PED, e a Prova São Paulo, da Prefeitura de São Paulo- fornecerá os critérios para premiar professores e escolas que atingirem as metas requentadas anunciadas recentemente pela Secretaria Estadual de Educação.
Uma delas é a implantação do ensino fundamental de nove anos, que não é meta do governo estadual, e sim obrigação constitucional já incorporada pela Lei de Diretrizes e Bases. Só para citar mais uma, a implantação da recuperação, que já existe, é inerente ao processo ensino-aprendizagem e também figura na LDB.
Chega de avaliações. A educação já está com overdose delas. O que ela precisa, com os professores, é de mais investimento. Para isso, o governador José Serra poderia oferecer um bom exemplo de desempenho e um interesse em solucionar a grave crise que assola a educação estadual orientando a sua base governista na Assembléia Legislativa para derrubar os vetos do seu próprio partido às emendas que aumentam os recursos para as escolas públicas do Estado de São Paulo.


CARLOS GIANNAZI, 45, mestre em educação pela USP e diretor (licenciado) de escola pública, é deputado estadual (PSOL), membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa de São Paulo.





Fábrica de Resenha

OS SIMPSONS - O FILME (2007)
Quarta-feira, retorno de mais um dia de trabalho!
"O que fazer?" Diria a minha mais nova antiga amiga Cida.
"Ah, já sei... Vamos assistir ao filme dos Simpsons?"
Fiquei um tanto quanto em choque, mas mantive a classe... É que não tinha a mínima noção de que ela tivesse uma atração pela família Simpsons. Nunca tinha ouvido ela comentar a respeito.

"Eh, eh...vamos, sim" - respondi, sem conotar nenhum tipo de ironia ou desconforto. Ela não percebeu.
A sala de cinema quase toda a nossa disposição...
Inicia-se, então, um dos representantes mais críticos do "modus operandi" do "american way life"...

Claro que é uma crítica muito lúcida e, talvez, muito atormentada do modo de viver e pensar americano.

"Os Simpsons - o filme" não diferem quase nada do que já estamos acostumados a acompanhar pela televisão: crítica cáustica ao próprio modo de vida americano, posturas mais do politicamente incorretas, exacerbação nada ufanista e escrachada, enfim, o verdadeiro rosto de muitos americanos que se sentem os donos do mundo, os donos do poder...

O humor atroz, vivaz, inteligente leva-nos a um misto de pensamento filosófico, psicológico, sociológico, antropológico... Principalmente, para nós, educadores que adoramos "teorizar" sobre o mundo!! As situações "cômicas" assumem vieses, muitas vezes, de profunda reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre costumes, hábitos e culturas.

No início, em plena igreja, o vovô Simpson é possuído por um espírito e faz premonições catastróficas. A cena do espírito incorporado é, no mínimo, intrigante, pois era quase visível a sobreposição de outras imagens que nos lembram grandes ritos de determinadas igrejas em nosso país. A alienação se coloca como eixo.

A catástrofe anunciada envolve o ataque cruel da humanidade sobre a natureza e, conseqüentemente, a sua vingança. Lisa Simpson, com seu tom politicamente correto, assume a defesa do meio-ambiente. As reações da população de Springfield ao trabalho de conscientização de Lisa em muito se assemelham a posição tomada pelo EUA, no protocolo de Kyoto: "tô nem aí, não tenho nada com isso".

E quem é que provoca o maior "desastre ambiental", em Springfield. Não poderia ser ninguém menos do que Homer!! Obviedade característica!

Não poderia faltar, óbvio, a figura do presidente americano. Mas, não pensem que é o Bush quem aparece. O "Presidente dos EUA" é retratado pelo "rascunho" de ator e "dublê" de governador, o Sr. A. Schwarnegger.

Assim, a cidade é isolada por uma redoma devido ao caos ambiental causado por Homer. A partir daí, o conflito se instaura. A família simpson se vê pressionada a fugir da cidade para o Alaska. E os fatos finais reservam doses certas de gargalhadas e alguma reflexão, se é que ainda é possível refletir sobre alguma coisa mais a esta altura da narrativa.

O que fica como resultado é que o filme convence, diverte e leva-nos a pensar...e muito! Bom filme! Vale a pena!

Ivan Amaro, em 05/09/2007







Portfólios Eletrônicos EEPP III 2011

Propósitos Gerais - EEPP 2

1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet, proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de evidenciar as suas aprendizagens diversas, múltiplas;

2. Evidenciar a integração entre teoria e prática no âmbito dos aspectos de organização da escola em ciclos, no ensino fundamental (princípios, práticas, projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação,organização curricular, organização do trabalho pedagógico);

3. Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 2;

4. Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. Sistematizar as produções para evidenciar os progressos de suas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas, ilustradas com situações do cotidiano escolar;

6. Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.

Propósitos Gerais - EEPP 4

1. 1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet,
proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e
práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de
evidenciar aprendizagens múltiplas;

2. 2- Proporcionar a integração entre teoria e prática no âmbito dos
aspectos de organização da escola do ensino fundamental (projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação, organização curricular);

3. 3- Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 4;

4. 4- Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. 5- Sistematizar as produções para evidenciar os progressos nas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas;

6. 6- Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.