terça-feira, 30 de novembro de 2010

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quarta-feira, 10 de março de 2010

EEPP III: Aula 11/03/2010

Neste semestre, nossas aulas serão postadas neste BLOG. Ele será um espaço de interação, de reflexão e de debate sobre o "Currículo".

A ementa da disciplina "Escola Espaço Político e Pedagógico III" é a seguinte:

O campo do currículo: concepções e tendências. O processo de produção do conhecimento. Currículo,cultura e sociedade: a teoria crítica do currículo. Currículo e conhecimento oficial. Tendências curriculares no Brasil.O currículo Nacional : Parâmetros Curriculares Nacionais : fundamentação teórica e Organização.
A bibliografia pode ser consultada aqui.

É importante que todos postem comentários aqui, deixando suas reflexões sobre o tema de cada aula. Ao mesmo tempo, produziremos conhecimento sobre a "Aula Blog", que faz parte do Projeto de Pesquisa da Sala Revoluti, na FEBF/UERJ. As contribuições de todos são fundamentais.

Para iniciarmos nossos trabalhos, dois textos são essenciais. São eles:
1. Currículo e desenvolvimento humano, de Elvira Souza Lima.
2. Educandos e educadores: seus direitos e o currículo, de Miguel G. Arroyo.

A partir dessas leituras, algumas questões iniciais podem ser suscitadas:

* Qual é o seu entendimento de currículo? Qual sua importância para o trabalho pedagógico na escola?
* Quais seus pressupostos conceituais sobre a formação humana?
* Qual a relevância para a formação humana? 
* De que forma os aspectos culturais influenciam no processo de conhecimento e do desenvolvimento humano?

Agora, nossa tarefa é aprofundar estas questões, criando outras, problematizando estas e refletindo sobre os sentidos do currículo como orientador do processo formativo humano.

Conto com a participação de todos vocês!!! Sejam bem-vindos!

Para enriquecer nossa reflexão, vamos assistir uma pequena entrevista de Laurent Cantet, diretor do filme "Entre os muros da escola".(Programa Zoom, TV Cultura)


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Memórias de Professoras

No meu primeiro dia na escola, ficou gravado em minha memória, o momento em que cheguei com meus pais e fui levada para a sala. Estava um alvoroço, tanta gente, adultos falando alto, crianças chorando. Eu entrei fui apresentada à professora. Era um colégio de freiras e a professora era Sra. Helena.

Meus pais foram embora, fiquei quieta, esquecida em um canto da sala, acho até que chorei, me senti perdida. Com o tempo não me lembro do processo, mas lembro que me adaptei e guardei algumas passagens que considero pertinentes para o momento. Minha professora dividia a turma em três colunas: duas filas no canto esquerdo da sala ficavam os alunos classe "C" (fracos), no meio os classe "A" (fortes) e no lado direito os alunos classe "B" (médios). Eu ficava mais na coluna da direita, isso ficou tão forte que só consegui me libertar na 8ª série.

Uma outra coisa que me ficou gravado, no final do dia nós fazíamos uma fila com a mão estendida para a professora e ela ia escrevendo um número na nossa mão, representando a nota do dia, para mostrar aos pais. Quando eu tirava nota baixa, fechava tanto as mãos, suava tanto que quando papai vinha me buscar o número estava quase apagado. Minha sorte era que meus pais não se ligavam nessa estratégia da irmã. Tinha um momento do dia em que a Sra. Helena; ia chamando aluno por aluno para ler a cartilha, até hoje me lembro perfeitamente como ela era.A professora pedia que disséssemos o alfabeto que estava impresso na contracapa da cartilha, para depois passar para as lições. Porém tem um fato que eu gostava muito, era na hora do recreio. A Irmã ia para o pátio, brincava de roda, de estátua, de bola, era uma farra, essa era a melhor hora do colégio, era tão boa que quando a gente passava para a 1ª série íamos brincar junto com a Irmã na turma da pré-escola.

Professora Séfora Maria Farias
Maceió-AL



Estava perto o Grande Dia.... meu irmão mais velho já estava na escola. Olhava para seus cadernos, seus livros, tinha só 6 anos e ainda não podia. Meu Deus, ainda não podia! Os 7 anos completei, mas sofri um bocado. A escola me aguardava, não andava, voava. 


Minha professora não era uma pessoa, era uma fada bem rígida que iria me ensinar a ver o mundo letrado.


Aprendi a ler com bastante rapidez. Gostava de tudo: Português, Matemática, Ciências e Estudos Sociais e a professora não precisava comigo usar de rigidez.


Tinha um problema: o Desenho não tinha jeito, não conseguia fazer e isso me fez fechar para esse mundo, mas, mesmo assim, não matou o meu sonho.


Sou professora, sei que é vocação, tenho algo de minha primeira mestra: o amor, a rigidez, o gosto pela leitura. Com isso, eu sei que vou vencer os desafios da Educação.


Professora Edilene M. Nascimento dos Anjos
Carnaíba-PE

Memórias


Foi aí que nasci: nasci na sala do terceiro ano, sendo professora Dona Emerenciana Barbosa, que Deus a tenha. Até então era analfabeto e despretensioso. Lembro-me: nesse dia de julho, o sol que descia da serra era bravo e parado. A aula era de geografia, e a professora traçava no quadro-negro nomes de países distantes. As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes, e Paris era uma torre ao lado de uma ponte e de um rio, a Inglaterra não se enxergava bem no nevoeiro, um esquimó, um condor surgiam misteriosamente, trazendo países inteiros. Então, nasci. De repente nasci, isto é, senti necessidade de escrever…
Carlos Drummond de Andrade


E não me esquecer, ao começar o trabalho de me preparar para errar. Não esquecer que o erro muitas vezes se havia tornado o meu caminho. Todas as vezes em que não dava certo o que eu pensava ou sentia – é que se fazia enfim uma brecha, e, se antes eu tivesse tido coragem, já teria entrado por ela. Mas eu sempre tivera medo do delírio e erro. Meu erro, no entanto, devia ser o caminho de uma verdade, pois quando erro é que saio do que entendo. Se a "verdade" fosse aquilo que posso entender, terminaria sendo apenas uma verdade pequena, do meu caminho.
Clarice Lispector


[…] para cada pessoa há coisas que lhe despertam hábitos mais duradouros que todos os demais. Neles são formadas as aptidões que se tornam decisivas em sua existência. E, porque, no que me diz respeito, elas foram a leitura e a escrita, de todas as coisas com que me envolvi em meus primeiros anos de vida, nada desperta em mim mais saudades que o jogo das letras. Continha em pequenas plaquinhas as letras do alfabeto gótico, no qual pareciam mais joviais e femininas que os caracteres gráficos. Acomodavam-se elegantes no atril inclinado, cada qual perfeita, e ficavam ligadas umas às outras segundo a regra de sua ordem, que seja, a palavra da qual faziam parte como irmãs. […] A saudade que em mim desperta o jogo das letras prova como foi parte integrante de minha infância. O que busco nele na verdade, é ela mesma: a infância por inteiro, tal qual a sabia manipular a mão que empurrava as letras no filete, onde se ordenavam como uma palavra. A mão pode ainda sonhar com essa manipulação, mas nunca mais poderá despertar para realizá-la de fato. Assim, posso sonhar como no passado aprendi a nadar. Mas isso nada adianta. Hoje sei nadar; porém, nunca mais poderei tornar a aprendê-lo.
Walter Benjamin

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Fazer a ponte"

Este vídeo, apresentado pelo educador português José Pacheco, traz alguns depoimentos de alunos, de professores, de pais focalizando a experiência da Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, em Portugal. 


Esta escola apresenta uma configuração que rompe com o paradigma tradicional e constrói um novo paradigma de escola que focaliza o trabalho coletivo, a autonomia, a reconfiguração de tempos e espaços, dentre outras inovações. A experiência é conhecida mundialmente e apresenta características muito nítidas da organização em ciclos. Além disso, enfatiza o grande compromisso da escola: promover as aprendizagens e criar espaços e tempos de convivência democrática.


Após assisti-lo, deixe um breve comentário! Com certeza, ele nos ajudará a pensar nas discussões que estamos desenvolvendo em nossas aulas.



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano


Neste semestre, estamos discutindo a organização escolar em ciclos, na disciplina Escola Espaço Político Pedagógico II, do curso de Pedagogia da FEBF/UERJ. Iniciamos o semestre fazendo algumas reflexões  sobre a organização do Ensino Fundamental em 9 anos, compreendendo os argumentos que a sustentam e as orientações apresentadas pelo MEC para os sistemas e escolas.

Em seguida, fizemos uma leitura do texto "Ciclos de Desenvolvimento Humano e Formação de Professores", de Miguel Arroyo. (Educação e Sociedade, ano XX, n. 68, Dezembro/99).

O texto faz uma análise do processo de expansão das escolas em ciclos e das controvérsias que envolvem sua implementação. As experiências seguem, de modo geral, a partir de determinações governamentais, sem uma discussão profunda com os principais sujeitos do processo educativo, o que gera uma certa resistência, uma sensação de não pertencimento. Este cenário indica a necessidade de pensar em formas mais participativas nos processos de decisão acerca da reorganização da escola e, consequentemente, de suas finalidades e de sua função social. A formação não pode estar desconectada dos processos de mudança, tampouco, devem ser tratadas como pré-requisito para que as transformações aconteçam. É preciso pensar em um processo conjunto, tomando como foco as realidades concretas, suas feições, suas características. A partir daí, é preciso potencializar o pensamento problematizador no sentido de refletir sobre os problemas que se colocam em relação ao desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, buscando compreender a problemática envolvida e construindo saídas para a sua superação.

Desde a publicação do artigo de Arroyo, muito se tem produzido sobre os ciclos de formação e desenvolvimento humano. A revista "Ciclos em Revista", com 4 volumes publicados, mantém o debate vivo e as possibilidades de avanço na compreensão da organização em ciclos. Além disso, nos brinda com textos consistentes para pensarmos/agirmos a implementação responsável dos ciclos e que esta organização esteja comprometida com o sucesso dos alunos, seu desenvolvimento e com as mudanças na perspectiva de superação da exclusão, principalmente, dos  alunos das escolas públicas e de classes populares.

                                                  







Fábrica de Resenha

OS SIMPSONS - O FILME (2007)
Quarta-feira, retorno de mais um dia de trabalho!
"O que fazer?" Diria a minha mais nova antiga amiga Cida.
"Ah, já sei... Vamos assistir ao filme dos Simpsons?"
Fiquei um tanto quanto em choque, mas mantive a classe... É que não tinha a mínima noção de que ela tivesse uma atração pela família Simpsons. Nunca tinha ouvido ela comentar a respeito.

"Eh, eh...vamos, sim" - respondi, sem conotar nenhum tipo de ironia ou desconforto. Ela não percebeu.
A sala de cinema quase toda a nossa disposição...
Inicia-se, então, um dos representantes mais críticos do "modus operandi" do "american way life"...

Claro que é uma crítica muito lúcida e, talvez, muito atormentada do modo de viver e pensar americano.

"Os Simpsons - o filme" não diferem quase nada do que já estamos acostumados a acompanhar pela televisão: crítica cáustica ao próprio modo de vida americano, posturas mais do politicamente incorretas, exacerbação nada ufanista e escrachada, enfim, o verdadeiro rosto de muitos americanos que se sentem os donos do mundo, os donos do poder...

O humor atroz, vivaz, inteligente leva-nos a um misto de pensamento filosófico, psicológico, sociológico, antropológico... Principalmente, para nós, educadores que adoramos "teorizar" sobre o mundo!! As situações "cômicas" assumem vieses, muitas vezes, de profunda reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre costumes, hábitos e culturas.

No início, em plena igreja, o vovô Simpson é possuído por um espírito e faz premonições catastróficas. A cena do espírito incorporado é, no mínimo, intrigante, pois era quase visível a sobreposição de outras imagens que nos lembram grandes ritos de determinadas igrejas em nosso país. A alienação se coloca como eixo.

A catástrofe anunciada envolve o ataque cruel da humanidade sobre a natureza e, conseqüentemente, a sua vingança. Lisa Simpson, com seu tom politicamente correto, assume a defesa do meio-ambiente. As reações da população de Springfield ao trabalho de conscientização de Lisa em muito se assemelham a posição tomada pelo EUA, no protocolo de Kyoto: "tô nem aí, não tenho nada com isso".

E quem é que provoca o maior "desastre ambiental", em Springfield. Não poderia ser ninguém menos do que Homer!! Obviedade característica!

Não poderia faltar, óbvio, a figura do presidente americano. Mas, não pensem que é o Bush quem aparece. O "Presidente dos EUA" é retratado pelo "rascunho" de ator e "dublê" de governador, o Sr. A. Schwarnegger.

Assim, a cidade é isolada por uma redoma devido ao caos ambiental causado por Homer. A partir daí, o conflito se instaura. A família simpson se vê pressionada a fugir da cidade para o Alaska. E os fatos finais reservam doses certas de gargalhadas e alguma reflexão, se é que ainda é possível refletir sobre alguma coisa mais a esta altura da narrativa.

O que fica como resultado é que o filme convence, diverte e leva-nos a pensar...e muito! Bom filme! Vale a pena!

Ivan Amaro, em 05/09/2007







Portfólios Eletrônicos EEPP III 2011

Propósitos Gerais - EEPP 2

1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet, proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de evidenciar as suas aprendizagens diversas, múltiplas;

2. Evidenciar a integração entre teoria e prática no âmbito dos aspectos de organização da escola em ciclos, no ensino fundamental (princípios, práticas, projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação,organização curricular, organização do trabalho pedagógico);

3. Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 2;

4. Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. Sistematizar as produções para evidenciar os progressos de suas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas, ilustradas com situações do cotidiano escolar;

6. Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.

Propósitos Gerais - EEPP 4

1. 1- Utilizar diversas ferramentas tecnológicas disponíveis na internet,
proporcionando a expressão de ideias, pensamentos, reflexões e
práticas por meio de linguagens diferenciadas, com a intenção de
evidenciar aprendizagens múltiplas;

2. 2- Proporcionar a integração entre teoria e prática no âmbito dos
aspectos de organização da escola do ensino fundamental (projeto político pedagógico, planejamento escolar, avaliação, organização curricular);

3. 3- Evidenciar os processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos apresentados na ementa da disciplina Escola Espaço Político Pedagógico 4;

4. 4- Vivenciar a avaliação formativa como princípio teórico/prático para o trabalho pedagógico do professor e dos graduandos de modo a propiciar uma atuação conjunta para promover as aprendizagens, além de servir como prática para pensar e praticar formas alternativas de avaliação na escola básica;

5. 5- Sistematizar as produções para evidenciar os progressos nas aprendizagens; por meio de reflexões consistentes, fundamentadas;

6. 6- Utilizar linguagens diversas como forma de expressão das reflexões, das aprendizagens.